9 de novembro de 2015

Tenha cobras em seus cabelos, ex-amigo
mas não me apedreje

Por cobras, veja o sereno
pequeno orvalho da noite,
essa tão engasgada que adentramos
com as mãos atadas na frente e nas costas!

E agora você me vem
com papas mil na língua
mil culpas alheias
coisa que não nos interessa...

Escolha é coisa simples
se te queres no escuro, sozinho
te atreles aos outros
outros poucos, passarão!

Coisa rápida. Mal chegam cabelos brancos,
passára! 

Já dizia o poeta
"Ninguém sofre por amor
porque o amor existe
sem parar pelos universos
dos céus, das estrelas cósmicas
                  e na magia do ar"

"Formosa é a flor, esdrúxulo
é o coração." já dizia uma abelha.
É isso mesmo, ama-se sempre de memética
coisa rápida, ainda, rápida.

Tens quem veja de simples
relance passado, como quando sutilezas
ainda machucavam... a falta de coragem
era tal que crescemos.

Amor é como disco de vinil
requer coisa ultrapassada,
mecânica simples, algo volta,
A agulha ressurge, vem a tilintar
lado b, lado a, briga conjunta
de agentes nus, secundários...

Por secundário, veja quem interrompe,
algo que não funciona, prende a agulha
na faixa, escapa pra borda, risca,
faz barulho, estraga.

Estragarás assim um amor?
Vendo que outro, aquém, teme?
É temerário o amor?
Se descobre santo por outro(ouro)?

“Dê-me a patinha, sejei fofinho”
Vinde, ó da maioria que ama assim,
amar-te-ão aos montes! soturna-te-ão!

e vai assim, e vê se não se esquece!

29 de setembro de 2015
Na toca fiquei quieta esperando a dor passar, paguei meus pecados depois de rezar pedindo pra ir embora desse eu que não queria mais ser. Engoli inteira todas as ladainhas que vieram me gritar, a seco, sem nenhuma cachaça pra descer melhor. Dosado ás vezes de certo ardor ingênuo, em tom instintivo lento e fantasiado por um primarismo limitado. Esse tipo de bote, quando manejado por iniciantes, torna-se monótono e aperreante nas suas intermináveis orações de desespero por um desejo de ganhar um nada sucessivo de vergonha que nem o vermelho mais vibrante do sol que já se põe pode medir. E a ladainha se prossegue nessa inflexão, sem um só ponto, ao longo de dias, num total de meses em que tentaram acertar minha cabeça.  As consequências para essas pessoas obviamente foi deplorável, já que hipnotizada eu dancei a passos de sanfona e rápido rebolei pra fora do cesto, trepei na cara de todos. Já fiquei muito doida pra poder saber que nada vale esse passado cheio de infelicidade, e meu ex-amor se atrasou na volta e na parada ficou para trás. Mas, num período dessa vida, nem o esquecimento ajuda muito: é inútil jogar com fingimentos, travessões, falsa amizade, porque a obscuridade continua. Esse é o defeito mais peçonhento e mais comum resultante dos períodos sobrecarregados de avisos, períodos que são verdadeiras novelas. Devíamos prestar menos atenção nas voltas que o mundo dá pra não ficarmos enjoados e de quebra ter ressaca no outro dia, de mal estar fica difícil ver clareza nas armadilhas desse terreiro. Eu me tornaria sua e ninguém interromperia nossa promessa, debaixo dos lenções continuaríamos nossas vaidades em ordem direta. Mas se sua escolha for roubar minha poesia e partir, não caçarei essa história. Em terra de serpente, escorpião não levanta o rabo. 
3 de setembro de 2015

Para quem muito a pele arrepia
Não fecha o cu com coisa pouca
Saiba que pra tudo tem dó na vida
Dá dó
E com ódio, só dó foi sentido
Quem muito o nariz empina mostra meleca
 A lombra prima da estupidez
E tratado de idiota, assina!
No circo, ‘’uns circunstões’’ comem patifes
Engolem dores
Somente as lidas todas de um bobo
Que fátuo, feliz, flui a bastar-se de opiniões

P.A
30 de agosto de 2015
Valei-me, Deus
É o fim do nosso amor
Perdoa, por favor
Eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que fez
Tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que amei
Que amei, que amei, que amei
Será talvez
Que minha ilusão
Foi dar meu coração
Com toda força
Pra essa moça
Me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz
De uma flor de lis
E foi assim que eu vi
Nosso amor na poeira, poeira
Morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida
Ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu
E o meu jardim da vida
Ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu

9 de agosto de 2015

''O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés.  Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.''

João Cabral de Melo Neto
2 de agosto de 2015

Eu pensei que não fosse possível ficar pior, mas os dias estão passando e a cada novidade eu respiro mais forte. O meu caminho é o recurso de expressão de que me sirvo para dizer o que é que quero, e por mais que meu peito se rasgue nesse momento, eu digo que não quero mais. Consiste, assim, numa fórmula triste através da qual se exprime a essência de um remorso (objeto, ser, ideia). É, portanto uma operação da alma em que se determina um destino que caracteriza um adeus.

O amor é apenas o suporte, o encosto, que, despertando a curiosidade da sua vítima, prendendo-lhe a atenção por mantê-la sempre em suspenso, na expectativa de episódios futuros, deixa-nos fora de si. Ora, há muito tempo, felizmente, já mudei a rota e por mais que eu sinta que nunca havia amado tanto, no fundo eu bati o martelo alegando abandono. Seus olhos são como o fundo do poço e nossas estradas chegaram a um desvio definitivo. Afirmar algo de maneira sentenciosa e autoritária requer uma decepção de muita relevância, ter certeza do desgosto que sinto me dá segurança.    
Mas nem sempre eu consegui ficar sozinha e agora essa nitidez (e também rigidez) me deixa intensa, sóbria e desacompanhada posso dar voz ao que realmente desejo fazer, sem pressão de farsa amorosa nenhuma. E esse resto de parágrafo encerra os corolários dessa conclusão. O que nos importa aqui é buscar a paz, não necessariamente somos obrigados a encontra-la.  Essa é sua carta de despedida daqui e de mim.   
26 de julho de 2015
Meu caminho de volta a terra ficou confuso e não consigo meditar, o silêncio me deixa em agonia. Minhas paixões todas condensadas e minha cara estampada nos dois lados da moeda jogada ao céu da sorte até saber o que me espera nesse frio solitário. Eu tenho sede de outros tempos, a cada dia que se segue meu medo aumenta assim como minha vida que dói e dói, mas na medida errada e assim não é prazer que se leva. Eu bagunço uma esperança sofrida que já não faz mais sentido, viro e desviro pensando, não sei se deveria, mas eu acreditei em tudo que você disse e se era a intenção deixar morrer devo-lhe as felicitações.  
3 de junho de 2015

A engenharia venceu o amor. O cálculo superou a superstição. A prevenção arrebentou o romantismo. Nem Paris mais acredita no amor. Nem mais Paris.
A cidade terminou com a tradição dos apaixonados de colocar um cadeado de seu romance na Ponte des Arts. O medo de que a construção pudesse desabar desfez o segredo de tantas juras, de tantos nomes devotados. Sem piedade, foram retiradas 45 toneladas de cadeados perpetuadas por uniões arrebatadas, por casais fulminados pelo desejo de passar o resto do seu tempo com alguém.
A cidade de luz virou a cidade das sombras. Tal ladra traiçoeira, armada de alicates e serras elétricas, arrebentou as promessas de vida eterna de seus moradores e turistas. Não tinha a chave e a permissão para destruir as palavras de metal, para amaldiçoar o voto de fidelidade e lealdade. Não desfrutava de autorização para separar duas bocas se guardando. Invadiu a privacidade do enlace, o território do inefável, o mistério de uma noite estrelada.
Paris roubou o coração de milhões de pares ingênuos e crédulos. Traiu a natureza mineral de sua arte, já que a capital francesa é feita do bronze do Rodin. Derrubou uma árvore de barcos, carregada de frutos dourados. Derreteu alianças desprezando o próprio altar que criou. Estornou beijos e abraços sussurrados, cuspiu de volta as palpitações e os rumores do rio Sena.
Paris raspou o mel da lua, desidratou o sol, rompeu as trancas da fé.
Não existem atenuantes para o crime. Não vale trocar os gradis por placas ou campanhas de selfie.
O ato é de uma violência simbólica imperdoável. Como se a Fonte da Saudade arremessasse de volta todas as moedas depositadas em suas águas nas costas de seus fiéis.
Nem Paris dos cupidos e anjos nos altos dos prédios confia mais no casamento.
Talvez nunca tenha entendido o sentido de amar: o amor pesa, destrói pontes, deixa os amantes realmente ilhados. E isso jamais foi uma metáfora.

Fabrício Carpinejar
29 de maio de 2015

De um cawboy arretado eu me vi sem excessos, estava Maria Bonita sem seu Lampião, mas, não perdi a fé. Eu dancei ao som de desagradáveis discotecagens, fui e voltei, esperei sentada na calçada sua sombra aparecer vindo ali na esquina, mas acabei ficando na cruz. Meu suicídio é uma farsa. Eu fiquei decepcionada e continuo em busca de tal alegria que tantos quartetos e sextetos urgem pelos corações. Eu desgosto desse lugar escuro que todo mundo vive um pouco, eu nem mais discuto nem me preocupo e cada dia sua figura é mais distante dentro de mim. Vem em ondas de desconforto e vai devagar ser tempestade em outras praias. Seremos para sempre testemunhas de desilusão. Eu hoje já fui só, e espero uma dose da poção do amor.
24 de maio de 2015
Talvez os meus aliados já estivessem prevendo tudo isso que está acontecendo, essa condolência. Eles não precisaram se preparar, nem escrever discurso e tampouco me dar lição de moral. Naturalmente arriscaram juízo para os meus futuros passos. Sentiram: choraram, ignoraram, mentiram, foram realistas, foram meus. E com certeza isso é no mínimo formidável. Esse amor que num grupo disponibiliza o peito e o afago, que te beija e abraça. Há alguns mais próximos em que consequentemente sofrem em grau superior, esses levam o pé na bunda junto com você e ainda conseguem fazer piada numa madrugada de um telefonema de duração equivalente há três horas. Os outros são investigadores dos saberes alheios, e assim, acabam descobrindo as memórias e isso pode ocasionar em mais ajuda ou não, de qualquer modo tem os seus significados. Eu tenho sorte de ter amantes tão presentes nos meus pedidos de socorro, meus amigos são amantes porque os amo.
15 de maio de 2015

Que descuido meu,
Pisar nos teus espinhos.
É essa mania minha
De olhar pro céu,
Com a cabeça ao léu
Voando sem asa,
Vez ou outra esbarro
Nos móveis da casa
E outra vez tropeço
Nos próprios caminhos
Que descuido meu,
Pisar nos teus espinhos.
- Juliano Holanda
12 de maio de 2015

''Todos os homens vivem esses momentos difíceis. Para os de nível médio, este é o ponto da existência em que surge a maior oposição entre o avançar da própria vida e o mundo em derredor, o ponto em que se torna mais duro conquistar o caminho que conduz à frente. São muitos os que, unicamente essa vez, passam na vida por aquele morrer e renascer que é nosso destino, somente essa vez, quando tudo que chegamos a amar quer abandonar-nos e sentimos de repente em nós a solidão e o frio mortal dos espaços infinitos. E há muitos também que se embaraçam para sempre nesses obstáculos e permanecem a vida toda agarrados a um passado sem retorno, ao sonho do paraíso perdido, o pior e o mais assassino de todos os sonhos.’’ Pg 50 

Hermann Hesse

Você não poderia ouvir aquele meu insulto e continuar comigo, não, claro que não. Mesmo eu pedindo as mais sinceras desculpas, não, claro que não. A pseudo consciência limpa pode estar do seu lado, a calma ou até a ilusão de paz. Mas e o seu amor, onde fica? Talvez escondido debaixo do tapete, ou dentro daquela gaveta junto das minhas cartas. O problema é que quando se mudar, toda essa poeira vai vir à tona, e tarde demais o arrependimento tomará vida. Você vai perceber que as cartas ficaram amareladas e quando o papel nem estiver mais desdobrando sem rasgar o remorso nem vai ter mais tempo para poder consertar nada. Pode pensar que todo dia vai ficar bem, escrever na sua agenda que vou sumir. Mas eu faço é apostar que a saudade vai bater mais forte no seu peito do que a outra mulher na sua porta. Você prefere sofrer e me levar junto a lutar a ferro e a fogo por nós, que pena. Vamos com o tempo ficar despreocupados, embriagados, desconhecidos e desligados. Esperando dormir toda noite ao relento da amargura. Agora, Maria boa, é Maria morta ou muda. Vamos alcançar nossos títulos, medalhas e confetes. Se juntar com alguém de pouca fé, mas, isso me beira a aberração. Não me assusta seu olhar esdrúxulo, esses barulhos surdos e seu pouco sossego. Nem me importa minha peça inútil, eu não sou palco pra você se lastimar e querer voltar. Hoje nós dois mesclamos nosso nunca mais com a solidão de alguns amigos que é para não se sentir só.

Na tentativa de salvar o resto da minha animação eu pintei meu quarto. Eu esqueci que existe e fico sem jeito de responder quando perguntam por você, eu pauso por alguns segundos e depois digo que está em casa e que tá tudo bem, sem cogitar mudo rapidamente de assunto. Eu sigo como se quisesse voltar no tempo, mas que minuto seria? Qual foi o momento em que a paz teve maior presença do que a desconfiança, mentira, vingança e a violência? Nesse mesmo horário há três meses eu estava também escrevendo sobre essa dor, também lendo Carpinejar com a televisão e a luz deixando com que eu me distraísse o suficiente para não me perder na solidão.
Eu quero acordar daqui a um ano e me ver longe dessa agonia, eu quero voltar a ler o livro que parei faz tempo, cumprir com todos os meus deveres diante dos objetivos da minha vida. Aos poucos vamos seguindo nossos caminhos, carregando nossa melancolia firme e forte, sabemos racionalmente o que devemos fazer, outra coisa é saber com o coração. Eu quero estar limpa desse amor, desse texto como ombro amigo. Nada de estancar em pressentimentos infantis de histórias mortas, de plantão na coragem de sacar a arma contra tudo isso.
Amor tem de sobra, mas nada além. Eu tentei tanto que me perdi, quando eu consegui foi tarde demais, o erro assumiu destaque diante do que eu já não era mais. Nenhuma palavra poderia consertar esse desespero, sendo assim, nosso pedido de socorro para que tudo ficasse bem foi em vão. Eu não sei o que irá acontecer conosco, mas espero que um dia nós dois fiquemos em harmonia. Eu me sufoquei em dedicação aos amores que senti. Aniquilei quem eu sou numa cafonice extrema, me iludi nesses romances impossíveis de José de Alencar, nas comédias românticas e hoje percebo que nada disso tem substância na vida de ninguém.

A imaginação já me esculpe uma nova pessoa, espero que eu me ajude dessa vez. Frases insanas acabaram com nossa paciência, com toda esperança. Infelizmente. Não posso arder de remorso nem colocar toda a culpa em você, não devo merecer sofrer por isso. Nossa singularidade não faz a circunferência necessária para continuar, morremos novamente. Meu amor, que pelo menos fiquemos bem nessa partida. Nessa partida de jogo perdida, nessa partida de corações. 
23 de março de 2015

Eu tomei um banho de água fria, coloquei o album Commercial dos Residents e pensei que poderia não estar preocupada com mais nada que não fosse o meu trabalho. Eu não sinto mais culpa porque viajei para o mundo do compromisso comigo mesma. As outras pessoas que se esforcem para poder caber perto de mim. Agora estou muito ocupada para sentir o mínimo de remorso, nesse caso, eu procrastino a tristeza. Se tem uma coisa que é fato, é o fato de fazer tempo que não bebo. Então primeiro eu vou beber e depois me preocupar com isso. Eu não sou mulher de esquecer um amor, eu só vou se quiser e só fico se for para amar e sofrer. Só fico se for pra dizer. Só esqueço se aparecer uma nova roda de samba. Eu vou indo junto da água da chuva, lavando as calçadas da minha consciência. Eu prefiro andar 3 km até minha faculdade ao invés de discutir ou tentar me explicar para alguém, ou então prestar atenção em qualquer outra coisa do que estar numa confusão todo dia. 
2 de março de 2015

Fazia tempo que eu esperava uma boa tempestade digna de raios e trovões, daquelas que tiram você do controle remoto e lembram de que a natureza existe e fala, alias, grita. Ontem choveu, e choveu muito, ontem eu lavei a alma. Senti as saudades que às vezes esqueço, eu me vi no futuro e ao mesmo tempo mergulhei num clima nostálgico que me fez pensar na minha vida como diretora, vendo de longe as cenas passadas e as que ainda virão. Eu adormeci fazendo planos de curto prazo porque eu sei que é quase certeza eu conseguir executá-los. Dormir e acordei em paz.
19 de fevereiro de 2015

Amor escuso, vá sem palavras
mendigo imundo, torne à saída
torne a estrada, vá sem angustias.

Repense o mundo, o vil metal
as labaredas oriundas
de nossas brigas, xuxu.

Vá com os shows, os picadeiros
e os palhaços que tanto amas
e as bonecas, e os cinemas
e as teorias que tanto estudas.

Volte quando quiser,
o nosso quarto estará esperando.
em nosso amor que vai e volta
há esses tempos, vãos e quedas.
9 de janeiro de 2015

Eu não vou abraçar vocês mais que cinco segundos, nem sorrir, nem conversar. Não quero mais rezar com nenhum de vocês. Eu tenho orgulho de muitas pessoas da minha família, porém, algumas me enojam. Algumas parecem muito cruéis, manipuladoras, vampiros psíquicos. Estou do lado do meu pai, e não ousem piscar errado para ele.

Pai, toda a valentia e poesia que você me deu me fortalecem a cada dia que passa. Agora que cresci eu vejo de mais perto o quanto você tem razão sobre os perigos, de como sua meia idade já diz tanto de uma vida inteira. Eu me orgulho muito do destino ter me colocado na sua direção, eu me emociono só de lembrar o quanto já lutou por mim. Confio em você.

Quem sou eu

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Clara.Idade: 19.Falar a verdade não careço de muita lógica. Ou de mim se gosta ou esquece. Por gosto mesmo ficava de papo pro ar. Mas o que me faz feliz e apetece é cheiro de vinho, cabelo lavado, de escrever poesia pulando os dias, de frapê e filme iugoslavo. Qualquer dia desses faço feito Santos Dumont e construo minha casa na árvore.
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O que é pior: chegar ao fundo do poço ou continuar caindo?'' -Prá virar cinza minha brasa demora!
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