29 de setembro de 2015
Na toca fiquei quieta esperando a dor passar, paguei meus pecados depois de rezar pedindo pra ir embora desse eu que não queria mais ser. Engoli inteira todas as ladainhas que vieram me gritar, a seco, sem nenhuma cachaça pra descer melhor. Dosado ás vezes de certo ardor ingênuo, em tom instintivo lento e fantasiado por um primarismo limitado. Esse tipo de bote, quando manejado por iniciantes, torna-se monótono e aperreante nas suas intermináveis orações de desespero por um desejo de ganhar um nada sucessivo de vergonha que nem o vermelho mais vibrante do sol que já se põe pode medir. E a ladainha se prossegue nessa inflexão, sem um só ponto, ao longo de dias, num total de meses em que tentaram acertar minha cabeça.  As consequências para essas pessoas obviamente foi deplorável, já que hipnotizada eu dancei a passos de sanfona e rápido rebolei pra fora do cesto, trepei na cara de todos. Já fiquei muito doida pra poder saber que nada vale esse passado cheio de infelicidade, e meu ex-amor se atrasou na volta e na parada ficou para trás. Mas, num período dessa vida, nem o esquecimento ajuda muito: é inútil jogar com fingimentos, travessões, falsa amizade, porque a obscuridade continua. Esse é o defeito mais peçonhento e mais comum resultante dos períodos sobrecarregados de avisos, períodos que são verdadeiras novelas. Devíamos prestar menos atenção nas voltas que o mundo dá pra não ficarmos enjoados e de quebra ter ressaca no outro dia, de mal estar fica difícil ver clareza nas armadilhas desse terreiro. Eu me tornaria sua e ninguém interromperia nossa promessa, debaixo dos lenções continuaríamos nossas vaidades em ordem direta. Mas se sua escolha for roubar minha poesia e partir, não caçarei essa história. Em terra de serpente, escorpião não levanta o rabo. 
3 de setembro de 2015

Para quem muito a pele arrepia
Não fecha o cu com coisa pouca
Saiba que pra tudo tem dó na vida
Dá dó
E com ódio, só dó foi sentido
Quem muito o nariz empina mostra meleca
 A lombra prima da estupidez
E tratado de idiota, assina!
No circo, ‘’uns circunstões’’ comem patifes
Engolem dores
Somente as lidas todas de um bobo
Que fátuo, feliz, flui a bastar-se de opiniões

P.A

Quem sou eu

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Clara.Idade: 19.Falar a verdade não careço de muita lógica. Ou de mim se gosta ou esquece. Por gosto mesmo ficava de papo pro ar. Mas o que me faz feliz e apetece é cheiro de vinho, cabelo lavado, de escrever poesia pulando os dias, de frapê e filme iugoslavo. Qualquer dia desses faço feito Santos Dumont e construo minha casa na árvore.
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O que é pior: chegar ao fundo do poço ou continuar caindo?'' -Prá virar cinza minha brasa demora!
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